14 de maio de 2018  08:25   /      Jocerlan Aquino

14 ANOS DEPOIS: Advogado revela novidades sobre a ‘chacina dos três adolescentes’ de Cajazeiras mortos após frequentarem Micaranhas

    Os assassinatos de Demétrius Cavalcante Silva, 17 anos, Cícero Roberto da Silva Sousa, 16 anos, e José Filho Alves Ribeiro, 14 anos, permanecem sem solução por parte da Justiça. O crime que ficou conhecido como “chacina dos adolescentes” ocorreu no dia 09 de maio de 2004.

    Os corpos foram encontrados em um matagal a cerca de 10 km do município de Ipaumirim, no Ceará. Os três adolescentes, que moravam em Cajazeiras, foram executados com tiros na cabeça. Até hoje não se sabe por quem nem por quê. 14 anos depois, a Justiça ainda não deu uma resposta à família das vítimas e à sociedade cajazeirense.

    Nesta semana a Câmara Municipal de Cajazeiras realizou uma sessão especial para debater a violência contra criança e adolescente, e na ocasião o crime foi lembrado pelo advogado criminalista Noaldo Meireles, que hoje é presidente da Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (FUNDAC).

    Segundo ele, o caso ficou por quase dez anos apenas em fase de inquérito policial e somente por volta de 2012 é que avançou na Justiça, quando o próprio Meireles atuou como defensor público a pedido do deputado federal Luiz Couto.

    Noaldo Meireles revelou que nesta semana o caso voltou a ser movimentado ao retornar do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) para a Comarca de Cajazeiras. Ele estranha tantos anos sem resultado e diz que vai conferir se os recursos foram julgados para, finalmente, haver a designação da sessão com júri, ou se foram baixados novamente em diligência.

    “Não é razoável um processo durar 14 anos. A sociedade precisa dessa resposta. É importante que ninguém esqueça porque nós temos um sistema jurídico com atribuições, então você tem meios legais de resolver conflitos. Se um adolescente comete um ato infracional ou um adulto comete um crime, ninguém está autorizado por lei a fazer vingança com as próprias mãos, e sociedade cajazeirense não merece esse tipo de coisa”.

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